Cidades inteligentes: como dados colaboram para a sua qualidade de vida

Felicidade, segurança, conforto, bem-estar: você consegue imaginar como alguma dessas sensações podem estar relacionadas a números, gráficos e informações? Pode parecer improvável, mas são justamente os dados que ajudam as cidades inteligentes a construírem uma vida melhor para os seus cidadãos. 

Se você não consegue entender essa relação, não tem problema: o artigo de hoje é justamente para conversar sobre esse assunto. Vem com a gente!

O que dados têm a ver com qualidade de vida?

Vamos por partes: você sabe qual é a definição de smart city? As cidades inteligentes são aquelas que promovem o desenvolvimento sustentável, o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos apostando em inovação.

Basicamente, elas usam recursos e estratégias tecnológicas para criar soluções inteligentes e tangíveis (ou seja, tem que ser mensurável) a algumas das necessidades e desejos da sua população.

Isso pode ser feito para melhorar a mobilidade urbana, tornar a cidade menos poluída, reduzir a geração de lixo, promover uma maior segurança nas ruas, criar linhas de comunicação mais diretas entre prefeituras e a população, entre várias outras possibilidades. Tudo isso implica em qualidade de vida, ou seja, bem-estar para o residente.

Você deve estar se perguntando: “ok, entendi o conceito de cidades inteligentes, mas como os órgãos públicos sabem o que a população quer ou precisa?”. E a gente responde que é exatamente aí que entram os dados!

Existem softwares e sensores que capturam dados em larga escala. Eles são os melhores aliados das prefeituras na missão de transformar cidades tradicionais em cidades inteligentes, porque coletam em pouco tempo uma enorme quantidade de informações sobre a população que vive ali.

Mas não é só isso: eles conseguem analisar os dados coletados para identificar padrões e tendências de comportamento. Sabe o que isso significa? Que informações sobre os desejos e necessidades dos cidadãos deixam de ser abstratas e se tornam algo mensurável

A partir desses números, é possível tomar decisões como, por exemplo, no que investir para melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida na cidade. 

Cidades inteligentes pelo mundo: alguns bons exemplos

Vamos olhar para dois exemplos reais de como as cidades inteligentes estão melhorando a sua mobilidade urbana? 

Na China, a cidade de Hangzhou tinha um problema grave de congestionamento nas vias urbanas. Imagina só, apesar de ter apenas 10 milhões de habitantes (que é, por exemplo, menos do que a população de São Paulo), ela era a 5ª cidade mais engarrafada do país!

Para resolver a questão da mobilidade urbana, os órgãos públicos adotaram plataformas que preveem os fluxos de trânsito (através de dados de comportamento dos habitantes, é claro!), de forma que medidas preventivas pudessem ser tomadas.

O resultado foi bonito de se ver: ela saiu do quinto lugar para a 57ª cidade mais congestionada da China. E com ruas mais livres, o tempo de deslocamento é menor, o tempo livre é maior e os cidadãos têm mais qualidade de vida. Ponto para Hangzhou!

Vamos para mais um?

Existe uma cidade na Coreia do Sul chamada Songdo que foi inteira criada para ser um grande exemplo entre as cidades inteligentes. Ela começou a ser povoada em 2011 e a expectativa é que ela tenha 250 mil moradores até 2020.

Para se preparar para o aumento do fluxo de circulação dos seus habitantes, consequência do crescimento da população, Songdo teve que criar soluções de mobilidade urbana.

Entre as várias ideias desenvolvidas para evitar engarrafamentos, uma das que mais chama a atenção é o uso de sensores para medir a intensidade do trânsito. Esses sensores têm, inclusive, autonomia suficiente para mexer na programação dos semáforos de Songdo, para aliviar as retenções nas vias.

E não para por aí: na cidade há também um lago artificial, abastecido com água do mar, para regular a umidade relativa do ar sem afetar as fontes de água potável dos arredores. Nada a ver com mobilidade urbana, certo? 

Errado! Em Songdo, até o lago artificial ganhou táxis aquáticos, para fornecer mais uma forma de deslocamento aos habitantes e reduzir o tráfego de todos pelas mesmas vias.

Como a Mobees pode ajudar o Rio de Janeiro a se tornar uma cidade inteligente

Sabe os softwares que fazem a coleta dos dados e transformam essas informações em um comportamento mensurável? Isso, aqueles que falamos lá no início do texto! Pois é, eles podem ser recursos tanto do próprio setor público, quanto parte dos negócios de empresas privadas. Afinal, empresas também precisam de informações para tomar suas decisões estratégicas.

Para acelerar o desenvolvimento das cidades inteligentes, as empresas privadas podem abastecer o setor público (prefeituras e secretarias) com os dados que elas mesmas coletam. E é justamente isso que a Mobees faz desde o seu lançamento!

Vamos explicar: a Mobees posiciona telas inteligentes sobre os carros dos motoristas de aplicativo. Nessas telas, exibimos os anúncios publicitários dos nossos clientes, de acordo com a região da cidade, a hora do dia, entre outras estratégias possíveis.

E, como os nossos equipamentos estão nas ruas junto com os motoristas, nós recolhemos muitas informações sobre mobilidade urbana. Então, disponibilizamos gratuitamente à Prefeitura do Rio de Janeiro informações sobre buracos na via, índices de poluição pela cidade, índices de ruídos ou dados sobre o trânsito, por exemplo.

Além disso, 10% do tempo de circulação das nossas telas inteligentes é reservado exclusivamente para a Prefeitura da cidade, sem nenhum custo. Assim, o setor público podem levar comunicados e informações às pessoas que estão circulando pelos bairros, através da leitura das nossas telas.

Isso pode servir para dar informações à população sobre como se preparar para uma chuva forte que vem chegando ou sobre quais vias estão fechadas em algum dia específico, por exemplo.

A Mobees acredita no desenvolvimento das cidades inteligentes como uma forma de promover uma maior sensação de bem-estar e felicidade entre as pessoas. Então, fizemos questão de dar a nossa contribuição para acelerar essa transformação aqui mesmo, no Brasil!